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Por Guilherme Inojosa
Em mais um empreitada contra a liberdade individual, o governo está cada vez mais tecendo leis que regulamentam o setor do tabaco e de bebidas alcoólicas, com medidas que vão desde a taxação absurda à restrição propaganda(acabando conseqüentemente com a tão pregada liberdade de expressão). O argumento dados pelos burocratas baseia-se na falaciosa desculpa de esses dois produtos causarem inúmeros impactos sociais.
No setor de cigarro, afirmam que se alguém fumar irá prejudicar os não-fumantes que estiverem perto dela ou falam que as propagandas de cigarro iriam influenciar jovens a consumir o produto. Esquecem basicamente que as pessoas não são débeis mentais e sabem julgar se algo faz bem para ela ou não, se ela quis ficar perto de um fumante ou começou a fumar por causa de um comercial, é uma escolha exclusivamente dela. Os governos não devem proteger as pessoas de si próprias.
No setor do álcool, falam que as pessoas bebem e causam acidentes de trânsito ou batem na esposa. Falaciosamente, eles se esquecem que alguém que bebeu estava ciente dos seus atos. Logo, se ele atropelou outra pessoa ou bateu na esposa, deve ser julgado e devidamente preso por isso. Caso ele tenha morrido em um acidente, por estar dirigindo ou acompanhando alguém que dirigia bêbado, foi exclusivamente uma escolha dele e não cabe ao governo, mais uma vez, proteger as pessoas de seus próprios atos.
Um argumento recorrente para ambos fala ainda dos gastos com a saúde pública decorrentes dos mesmos, afirmando assim que isso ocasiona um problema para o bolso de todos. Primariamente, esquecem que apenas as duas maiores empresas dos setores de cigarro e bebidas, respectivamente, Souza Cruz e Ambev, arrecadam para os cofres públicos algo que somado ultrapassa os 12 bilhões. Em segundo lugar, falam do argumento moral de uma pessoa pagar pelos vícios de outra, e esquecem que qualquer outra coisa que uma pessoa faça também ocasiona gastos públicos e, com esse argumento, a única forma moral de saúde seria uma completamente privatizada, algo que o governo está longe de implementar.
Caso esses argumentos falaciosos consigam convencer a população e a regulamentação desses dois produtos seja vista como normal, não demorará para que o Estado fale que várias outras coisas causam problemas de saúde e, com esse argumento, acabar controlando completamente o que cada um de nós consome. Portanto, estamos precisamente no ponto que define a fronteira entre uma relativa liberdade e uma escravidão em que somos apenas insetos-sociais desprovidos de capacidade de julgar o que é melhor para nós e, portanto, a rainha deve coordenar o que devemos comer.
Para tentar reverter essa situação, proponho a todos nós nos unirmos e tentar criar um movimento de resistência contra a regulamentação desses dois setores. Com cada um de nós usando a habilidade em que somos melhor para promover essa causa, podemos conseguir mais adeptos e assim impedir que o rumo citado anteriormente seja tomado. Certamente não será fácil, mas é a melhor forma para que as idéias da liberdade comecem a vigorar por todo o país e possamos começar a ter uma posição de destaque no campo intelectual.
O desafio está posto e só resta duas opções: Ser Libertário e ajudar ou não ser e se omitir.
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